Quarta-feira, 16 de Agosto de 2006

Férias Inesquecíveis

Estou de volta de umas merecidas férias de arromba.

Na verdade, agora precisava de tirar umas férias para descansar das férias.

 

Para começar, pelo segundo ano consecutivo, fomos até à Costa Vicentina, perto da conhecida praia da Zambujeira do Mar, participar no 10.º Festival Sudoeste TMN, que decorreu nos dias 3,4,5 e 6 de Agosto, na Herdade da casa Branca.

 

 

Como é costume, o campismo foi um verdadeiro degredo! O odor é indescritível... uma estranha mistura entre o cheiro a urina, com o de  pãezinhos com chouriço acabados de sair do forno, misturado com muito pó, gel de banho e shampõ dos chuveiros mistos, junto com a cerveja e com o inconfundível cheiro a ganza, muita ganza (embora que não para nós, pois não somos adeptos de drogas). Ah… e muito barulho, a qualquer hora do dia ou da noite.

 

Foi fantástico. Éramos como uma grande tribo, onde todos se conheciam, todos se falavam e ajudavam. “- Ó vizinhos, podem emprestar-nos um tachito?”, pediam umas mocitas que estavam acampadas ao nosso lado. E o rapaz espanhol que todos as noites, à mesma hora, se servia da luz do nosso petromax para tirar as lentes de contacto…

 

 

 Ah e o coitado do nosso vizinho a quem chamavam de Pinilha, que já madrugada, decidiu beber a garrafa de Whisky às escondidas dos amigos e que depois andou a fugir da sova que um deles lhe queria dar.

“- Ó Aurélio, não me batas, olha que eu sou só ossos, sou fraquinho.”, gritava o Pinilha escondido por de trás de um pinheiro. “- Só vou para aí se jurares que não me bates, jura!”

E o outro, o Aurélio respondia que sim “ – Juro pelo meu irmão.”, mas o Pinilha não se contentou com a resposta, “- Oh, pelo teu irmão não, que o teu irmão não vale nada.” E lá andaram os dois a correr por entre as tendas, aos berros, um atrás do outro, enquanto os amigos e nós (deitados nas nossas tendas) riamos que nem uns perdidos.

E numa tarde, três moços sentados, debaixo do chuveiro, abrigados por um guarda-sol de praia, a cantar numa língua indecifrável, durante horas e já com um grãozito na asa.

Há mais histórias, todas hilariantes, mas que contadas aqui perdem quase toda a piada. Só visto e ouvido. Houve também um infeliz que adormeceu de barriga para cima, abraçado à carteirita para que não lha roubassem, mas que mesmo assim acordou de mãos vazias.

                                         

                          É esta a mística do Sudoeste.

                  Saber que tudo o que possa acontecer

                         é inimaginável e imprevisível.

 

 

Bem e os concertos?... 

    

 

Simplesmente fantásticos!

Houve muitas e óptimas actuações, eu destaco apenas as que mais gostei.

 

No primeiro dia, para começar, a abertura do festival com os Gaiteiros de Lisboa foi fabulosa e a performance do Pedro Tochas (aquele comediante do cabelo esquisito que faz o anúncio das águas Frize) foi hilariante, muito boa.

 

No segundo dia, sem dúvida que Prodigy e Goldfrapp foram os reis da noite.

 

No terceiro dia, Skin deixou-nos fascinados. Há muito que eu ouço Skin, desde o tempo em que ela integrava os Skunk Anansie. Mas nunca a tinha ouvido ao vivo em concerto. Ela é fantástica, muito simpática com o público e a sua voz potente e encantadora. Foi sem dúvida de todos, o concerto que mais gostei.

Ainda nesse dia, os meus amigos, loucos por Daft Punk, disseram que para além da música, relativamente aos efeitos visuais o espectáculo foi muito bom.  

 

No último dia, realço Morning Wood, não pela música, mas pela atitude em palco da vocalista, muito louca e ousada. Os Xutos e Pontapés, que encerraram o Palco TMN, foram iguais a si mesmos, contagiaram-nos com a sua experiência e atitude digna da melhor banda rock portuguesa. Para finalizar, na tenda Planeta Sudoeste, com o Dj Rui Vargas foi “a bombar” até o sol nascer.

 

 

 

 

 

As minhas desculpas aos adeptos de reggae, por não fazer nenhuma referência aos concertos do palco Positive Vibes, mas não sou muito adepta desse estilo de música, embora tenha ouvido alguns bons comentários sobre essas actuações.

 

Foi a segunda vez que estive no Sudas e acho que cada vez está melhor. Para o ano há mais, talvez vá experimentar outras paragens,

Paredes de Coura, Vilar de Mouros, Ilha do Ermal…

Não sei, até lá…

Ó EeeeeeeeeeeeeeeeeLSA!

 

 mais fotos

publicado por soniaaandrade às 16:50
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3 comentários:
De annnónimoooo a 20 de Agosto de 2006 às 14:14
Lindo. Para o ano há mais..
De Arte por um Canudo a 24 de Agosto de 2006 às 23:16
Sempre bem disposta Sónia!..A forma como relatas esse acampamento dá saudades a muita gente.Esses cheiros caracteristicos e esses barulhos que não são vulgares para quem estiver atento até tem a sua graça. Bem..vejo que gostaste e prometes que para o ano lá estarás noutra. Força. Bjs.
De Fabio Filipe Silva homem a 8 de Março de 2007 às 13:45
Que girossssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss

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